Review Anime – Jormungand

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Review Anime – Jormungand

HER NAME IS KOKO! SHE IS LOCO! I SAID OH, NO! HER NAME IS KOKO! SHE IS LOCO! I SAID OH, NO! SHE IS BACK!

Imagino que quem não conheça Jormungand ao menos já possa ter ouvido/lido a frase acima da Koko. Uma obra que podemos até chamar de cult, tendo uma temática um tanto diferenciada. É o tipo de anime que, a cada dez otakinhos, cinco irão droppar na metade. Os outros cinco ficarão entre o “interessante…”, o “meh” e o “só gostei mesmo do bordão no final dos episódios”.

Para entender isso não precisa-se pensar muito longe. Mas um dos fatores que contribuem é a animação e ambientação. O mundo das armas é algo que vai acabar chamando a atenção, seja você um otaku fissurado em battle shounen ou um admirador de animação francesa. Esse tema tende a chamar a ação sólida e brusca para as cenas, junto de personagens com mentalidades, pelo menos, um pouco menos estabilizadas psicologicamente que o normal.

O estúdio produtor de Jormungand, o White Fox, é o mesmo de Steins;Gate. E este já não é um anime muito padrão, levando em conta que o estúdio é relativamente novo, pode se dizer que já é criado um estilo. Tanto que, mesmo com apenas 5 anos de existência, ele já chamou a atenção de muita gente com esses dois animes. E promete terminar bem com Jormungand.

Contudo, há um desenho diferente. Um estilo diferente. Um visual diferente. Por ter aquele ‘renome’ voltado para o seinen, já é algo que não afeta muito, como se fosse para assim ser, independente de atrair seu público esteticamente ou não. Mas a animação consegue ser muito boa, no geral. Principalmente o uso das armas, os reflexos e a devida computação gráfica nessa parte. As balas, os tanques, as snipers, tudo cai bem. Claro, existem os carros e coisas que, geralmente, caem mal.

Há um ponto negativo, que vem lá do episódio da praia. Mesmo com o character design sendo realista e atraente com o tempo, geralmente demorando para se acostumar com o inconvencional, o fato é quando os personagens aparecem seminus ou relevando alguma parte do corpo, fica aquela coisa exagerada. Peitos gigantes. Peitorais extremamente musculosos. Uma tentativa até de implantar certo realismo no traço, porém aproveitando-se ao máximo disto e sem usar personagens gordinhos, feios, com um físico ruim. Quando vi aquele episódio promotor do fanservice, estava só esperando aparecer um personagem ao menos que fosse gordinho, e me deparei com um Jonah também bombadão.

No geral, o desenho não sai de um jeito agradável. Tirando os protagonistas, que ficaram com “cara de anime”, o resto tinha o corpo exagerado mesmo. Não apenas nessa questão do fanservice, mas mesmo em questões de observar um braço, um corpo inteiro. O problema é que todos os personagens acabam sendo desenhados dessa forma, assim, dando uma sensação insegura do desenho.

Bem, é melhor falar quem é esse Jonah e os outros personagens. No geral, basta falar sobre cada personagem para entender o contexto de Jormungand e relacionar tudo. Talvez haja muitos personagens para esse desenvolvimento não tão rápido em 24 episódios. Mas o final da primeira temporada, que contava a vida nacionalista e pessoal da personagem Valmet, já deu uma boa sacada em uma indivíduo apenas. Sem contar outros personagens quase ou realmente terciários que tiveram suas histórias contadas ou, ao menos, introduzidas. Acredito que mais 12 episódios deem conta do recado.

Enfim, Koko Rekmatyar é uma louca traficante de armas, apenas isso. Mas uma traficante de armas que diz trabalhar nesse meio em prol da Paz Mundial. É plausível que ela seja uma boa pessoa e goste de Jonah, mas ainda quero ver as reais pretensões dela. Sabendo que há como morrer a qualquer momento, Koko continua a trabalhar intensamente no mundo das armas. E sua personalidade é excelente para isso, uma vez que atende por um carisma peculiar chamado crueldade. É o tipo de pessoa atraente, com um físico até diferente/estranho e muito leal a seus subordinados e pessoas que gosta.

Acerca disso, ela vive com um sorriso mesmo em circunstâncias trágicas ou desesperadoras, ainda que fique descontrolada em certos momentos. Apesar disso, é extremamente cautelosa com seus planos, conseguindo executá-los com  exatidão. E o maior de seus planos é o denominado Jormungand, que dá nome à série e apenas uma pessoa, além da própria Koko, sabe da existência e/ou razões dele. E essa pessoa é sua melhor amiga, Minami Amada, ou, Dra. Miami. É algo que pode desencadear várias teorias e não é algo tão difícil de deduzir, levando em conta que está relacionado com um dos deuses da mitologia nórdica, o próprio Jormungand. No entanto, não vale a pena discutir isso no momento, podem até ser spoilers muito grandes.

Então, Jonathan Mar é o garoto que introduz a série, ainda que fique atrás na protagonização de Koko até onde sabemos [nós que não lemos o mangá]. Ele é um garoto bom, nascido, provavelmente, no oeste da Ásia. Tem um inimigo pessoal chamado Kasper Hekmatyar, irmão da nossa protagonista. Este é, igualmente a ela, um perverso e louco traficante de armas conhecido por esse meio. Aliás, os dois são filhos de um cara influente, Floyd Hekmatyar, o cabeça da corporação para qual todos estes trabalham: HCLI.

Jonah gosta de pessoas e odeia armas, apesar de fazer uso delas para representar exatamente esse desprezo, como se estivesse as manipulando por algo. Ele é um garoto bobo em questões de conhecimento ou em questões de escolaridade, mas é esperto o suficiente para saber que é melhor ficar ao lado da traficante de armas do que solto por aí. E as pretensões dele também acabam sendo algo a se entender, ainda que não cheguem aos pés da ambição de Koko.

A vida de Jonah ‘antes de começar a série’ foi estragada por Kasper e sua subintendente, Chiquita. Ele destruiu a vila que o garoto morava e, depois, matou os únicos amigos que ainda restavam quando o garoto teve que viver em um meio militar para sobreviver, como um devido escravo. Assim, Jonah rebelou-se e matou muita gente em um complexo militar pequeno, chamando a atenção do próprio Kasper, que o manteve em cativeiro por alguns dias depois do incidente. Mas a pessoa que mais se interessou pelo garoto foi Koko, que o recrutou para sua equipe. E é possível que o afeto que ela criou por ele tenha relação com seu grande plano, ainda que seja só um conforto para sua personalidade instável. Afinal, Jonah é, acima de tudo, uma criança. E o mínimo de inocência que o anime tem fica representada nesse personagem. Qualquer anseio de ingenuidade nesse mundo é retido pela aproximação de Jonah.

Koko tem uma psique bem estruturada e competente para seu trabalho. Comanda a HCLI no que diz respeito às divisões europeias e africanas. Mas, para isso, ela precisa de uma equipe competente. Até porque, apesar de ser uma traficante, ela não lida muito com armas durante o anime. Claro, graças à sua equipe que a da liberdade para vadiar, mas isso não quer dizer que ela seja uma boa atiradora.  E seus guarda-costas são extremamente eficientes. Quando a situação aperta, não há escolha, eles recorrem ao último recurso, que é o uso dos armamentos. Apesar de parecer estranho, usar as armas é o último artifício de Koko para resolver seus problemas e lidar com situações complicadas.

E é aqui que entram Valmet e Lehm, seus subordinados e guarda-costas mais fiéis. Valmet tem um passado interessante nas forças defensivas de elite da Finlândia, seu país natal. Valmet é uma mulher com duas paixões incondicionais: Koko e facas. Ela acabou se apaixonando por Koko quando esta viu seu potencial e a ajudou a se recompor, entrando para a HCLI. E ela teve de se recompor em razão de ter perdido sua família e companheiros em um atentado na África, onde foi atacada por Chen Guoming e seus comparsas. Antes disso, ela era uma mantedora da Paz e estava na África por razões idealistas. Frustrações movem sua mente, assim, ela se envolve com tráfico de armas.

Por outro lado, Lehm já teve até uma esposa, Chiquita. Os dois trabalhavam para Floyd Hekmatyar. Até que os dois se separaram e cada um ficou como segundo comandante dos filhos do senhor Hekmatyar. É o mais velho e experiente dentre os subordinados de Koko. Apesar disso, ele é formado na Força Delta Estadunidense e é um mercenário com uma capacidade de liderança até, talvez, mais que a de Koko.

Depois disso, surgem os personagens secundários que já tiveram parcela de suas histórias de vida contadas. Muitos destes, como Mao, têm razões mais singelas para estarem ali, como este próprio que, mesmo trabalhando com algo tão arriscado, faz tudo para sua família. É o único com uma família tradicional formado [mulher e filhos]. Depois tem R, formado nas Forças Italianas; Ugo, que veio da máfia; Lutz, um sniper do SWAT; Tojo, um atirador do Ministério de Defesa Japonês, a unidade secreta SR; e por fim Wiley, um especialista em explosivos que veio das Forças Armadas Americanas.

Ou seja, uma equipe inteiramente especializada e realmente de elite. E, por mais estranho que pareça, Jonah é páreo para todos eles.

O relevante do andamento de Jormungand é ele lidar com personagens primeiramente maus. Não há como dizer que qualquer um deles, mesmo aqueles poucos com reais boas intenções, sejam realmente bons. Ao mesmo tempo, definitivamente nenhuma deles é completamente maléfico, visto que estão batalhando, guerreando e contrabandeando com um propósito emocional forte, com uma bagagem de sua história que dá sentido às suas decisões mercenárias.

Aqueles que servem como mocinhos, na verdade, são corruptos. O agente da CIA, Scarecrow, apesar de trabalhar para uma organização que tende à paz, usa sua profissionalidade e seu posto para um benefício próprio e apenas isso, sendo que sua profissão requer consideração com outros. E até mesmo sua companheira, Schokolade, o ‘trai’ certas vezes através negociações com Koko, onde ela geralmente “recebe” mais do que se ficasse só ao lado de Scarecrow.

O traço é ótimo. Cada pequeno detalhe nas mudanças de expressões faciais dos personagens é aceitável como deslumbrante. Isso acaba fazendo com que os personagens tenham individualidades, sejam unicamente diversificados. Sendo que a maioria deles é estranha e feita com um desenho nada genérico. Peculiaridades por trás das sobrancelhas criativas e as pálpebras hiperbólicas. A movimentação dos rostos ao falarem é algo que flui bem, mesmo sendo melhor aplicado naqueles personagens mais velhos e com vários traços na face, evidentemente.

Além do mais, fica óbvio que Koko e Jonah são protagonistas e todos os outros são secundários. É aquela velha técnica: dê aos protagonistas uma imagem fantasiosa e ‘animística’ enquanto os outros personagens ficam bem detalhados e mais próximos de um humano, fisicamente. Sem contar que as personalidades da própria Koko e do Jonah são excessivamente destacadas. Uma princesa traficante de armas insanamente perturbada e um garoto sem emoção alguma. Ainda assim, eles conseguem ter alguma peculiaridade.

A abertura é algo que diretamente notamos combinar com o anime. Mas ainda é demasiada diferente. Demora para nos acostumarmos, assim como a própria sistemática de Jormungand. Até porque não se trata de um enredo comum, com personagens comuns e protagonistas comuns. Sim, os protagonistas, apesar de serem idealizados como bonzinhos, são uma traficante de armas e um garoto soldado matador.

Jormungand é uma série com um começo raso. Você não sabe se será um anime bem feito, com o tema armas muito bem aplicado, ou apenas uma boa ideia jogada de qualquer jeito. Contudo, existe uma protagonista que muda a figura toda. Ação. Crimes. Máfias. Armas. Mortes. Sangue. Apesar de haver um clima suspensivo em determinados momentos, a ação é o forte do anime. Às vezes com batalhas corpo-a-corpo, mas em sua maioria são as armas de longa distância. Ainda assim, o há um clima amigável, agradável, como se traficar fosse apenas mais uma profissão nesse vasto mundo. Que, se bem analisado, é isso mesmo.

Ao ver o primeiro episódio é aceitável que pareça bem estranho. Afinal, mesmo está temática de protagonistas “maus” já ser algo normal para quem acompanha animes, o cenário não é nada convencional. É evidente que tanto Koko quanto Jonah haverão de demonstrar algum lado emocional forte por trás de suas máscaras.

Apesar de animes calmos serem bem “aproveitáveis”, Jormungand não se importa com essa proposta. Há, a todo o momento, cenas agressivas e que podem causar certo impacto. Alguns resquícios de nudez e, principalmente, muita, muita matança. Os diálogos conseguem ser bem estruturados a ponto de deixarem de lado o fato de haverem conversas em meio a baleamentos.

E, comparando insanamente a Uchuu Kyoudai, Jormungand é um anime sobre determinada realidade. É essa precisão em mostrar um mundo que não nos é familiar que acaba criando um fascínio naquele cenário todo. Uma ‘temática técnica’ bem utilizada por mangakas seinen. O mundo das armas de Jormungand, assim como o mundo espacial de Space Brothers, não é algo no qual qualquer um de nós vá entender devidamente. Não é algo exposto na mídia e com informações reveladas, por seus lógicos motivos. E esse tipo de anime traz essas realidade de um modo simples e consistente, dando a entender que é exatamente daquele jeito que tudo funciona, embora não saibamos se realmente funciona de tal modo. Mas já é uma boa idealização, sendo difícil de errar na adaptação mundana.

Bem, quando começou aquela música brasileira no último episódio eu fiquei, tipo: droga, abriu algum site com música do nada no navegador! Esse foi meu pensamento por dois segundos até notar que aquela música era muito bonita e vinha do próprio anime! Há muito poucas referências sobre o Brasil em animes. Isso se deve muito ao fato de no exterior, principalmente em países como o Japão, muitas pessoas pensarem que a América do Sul é um país e Buenos Aires sua capital, por exemplo…

E esse tipo de referência a culturas e países que, pelo menos para ‘eles’, são bem diversificados, mostra um nível Cult na obra. É só se colocar no lugar de um japonês que nem sabe que no Brasil falamos português e pensar o quão estranho seria uma música totalmente underground tocando naquele clima também diverso que é o mundo das armas.

É um tanto estranho o final se dar para uma personagem secundária, mesmo que haja ainda uma continuação. Contudo, Jonah estava lá. Koko estava lá. O apoio físico e o psicológico para Valmet, ambos, ficaram representados pelos protagonistas, que terão de estudar estes próprios elementos para si mesmos daqui em diante.

Enfim, o final da primeira temporada foi bom. Vago se você tiver em mente a maioria das primeiras temporadas de animes que terminam sempre com apelo emocional. Mas este tipo de sistematização de episódios, onde já é anunciado que o anime terá continuação, pode ser que torne ainda maior a excitação em acompanhar o resto da série .

Jormungand dá a liberdade. Você sabe que é errado e estranho haver uma atmosfera tão amena em meio a personagens malucos e filhos da puta, mas é algo tão bem feito e com uma mensagem maior tão aproveitada que ficamos na apreensão de saber o porquê de autor ter escolhido um mundo malévolo para representar seus pensamentos. E esse tipo de mensagem é algo que, de quebra, dará uma resolução para a série, logo, forma uma sina ainda mais épica.

Contudo, o mangá já ‘acabou’. O anime acabará em cerca de dois meses. E nós estaremos esperando por uma nova review, dessa vez do anime inteiro.

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3 Comments

  1. Sérgio says:

    Sério o Mangá acabou? quantos Capitúlos?

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  2. somme says:

    Her name is koko she is loko I say Oh No!
    Jormungand é um bom anime,bem relaxante de assistir e tem uma trama legal :D
    e a trilha sonora é bem variada,tem até uma musica em português no ultimo episodio da primeira temporada (LOL).

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  3. Quick Animes says:

    É triste saber que o mangá já acabou. T.T

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