Review Anime – Kimi ni Todoke: Novas sensações

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Review Anime – Kimi ni Todoke: Novas sensações

Kimi ni Todoke: Falando do anime. Desde sua proposta de mensagens até um enredo agradável, recheado de surpresas, quase maçante.

Este conteúdo é sobre uma obra shoujo, pessoas sensíveis são mais propensas a identificar-se com os argumentos citados neste artigo. Hehe! O anime é baseado no mangá de 2006, ainda em publicação. Entre a primeira e a segunda temporada temos um prolongamento de 2009 até 2011, tudo dirigido por Hiro Kaburaki e produzido pelo estúdio Production I.G, que, como vou comentar depois, foi excepcional. Trata-se de uma comédia romântica e a rotina de algumas pessoinhas, trazendo um slice of life realmente muito interessante.

Repassando os conceitos gerais de Kimi ni Todoke, quero que deixem de lado o mangá. Quem o leu sabe das grandes diferenças de feeling obtidas entre a obra escrita e o anime, sendo difícil fazer um apanhado sobre o Kimi ni Todoke como um todo. A não ser por partes de roteiro, que podemos muito bem generalizar. Sendo assim, podemos dividir o anime em duas partes extremamente paralelas: a primeira e a segunda temporada. Sim, é uma afirmação um tanto evidente, porém, essencial para compreender a seguinte análise.

Bem, para quem não leu/viu, é bom fazer uma pequena sinopse. Kuronuma Sawako é uma garota de 15 anos que estuda no 1º ano do ensino médio. Ela é extremamente solitária em razão de, desde pequena, não ter um bom relacionamento com ninguém, ocasionando sua falta de compreensão de relações sociais. Porém, o que acontece é que essa sua falta de conhecimento faz com que ela nem consiga sorrir decentemente, além de ter a aparência e nome semelhantes à personagem do filme de terror O Chamado. Ou seja, as únicas pessoas com que ela tem uma relação estável são seus pais, que sempre cuidaram muito bem dela espreando o dia em que fizesse amigos, mas nunca tentaram ajudá-la. Apesar de ser assim rejeitada por todos, ela lida de um modo peculiar tal situação: não chora ou fica deprimida, como a maioria das garotas, mas apenas não compreende o porquê de todas a evitarem. Enfim, ela acaba conhecendo uma pessoa que muda completamente sua vida: Kazehaya Shota. A partir de uma gentileza e atrativos da aparência e personalidade de Kazehaya, Sawako começa a compreender esse mundo que ela nunca pensou que pudesse viver: a sociedade. Ainda há outras duas pessoas que lhe ajudam muito, virando suas melhores amigas durante o ensino médio: Yano Ayane e Yoshida Chizuru.

Apesar de às vezes causar monotonia, as histórias de Kimi ni Todoke são intrigantes e deleitosas de ver. Cada pequeno ou grande arco vem cheio de propostas. Depois de passarmos pelo quinto episódio da série, mais ou menos, vem uma sensação de que não há mais o que explorar, Kazehaya e Sawako estão em um nível aceitável de intimidade. Porém, tanto seus sentimentos quantos os de pessoas que convivem com eles deixa sua situação instável. E a relação inconstante e evasiva entre os dois muitas vezes atrapalha o andamento do anime. Durante a primeira temporada inteira, tudo o que fica a ser explorado realmente são os pensamentos de Sawako.

Enquanto via a primeira temporada, eu não consegui chegar a grandes conclusões sobre Kimi ni Todoke. E isso deve-se ao fato de que os sentimentos são muito bem explorados na obra, realçando não apenas personalidades relevantes dos personagens, mas suas respectivas reações acerca de quaisquer situações. E tanto as situações quanto as reações são inesperadas, por nós, espectadores, e pelos próprios personagens. Ou seja, nossa atenção fica necessariamente voltada para tudo isso. Digo para que entendam que durante os 25 primeiros episódios do anime é difícil enjoar de Kimi ni Todoke. Ao menos para quem gosta de shoujos e das emoções que contém nesse gênero.

Durante a segunda temporada, depois de um fechamento bonito da antecessora, são retomados todos os conceitos do anime. Porém, agora é explorada mais a história, conquanto  os pensamentos de Sawako já estejam, em termos, todos firmados. A maioria das coisas sobre esse novo mundo que ela descobriu com Kazehaya estavam claras em sua mente. Não que esta segunda parte de Kimi ni Todoke não seja boa, realmente ela tem elementos diversos, não ficando sempre na proposta inicial. Além do mais, animes shoujo deste tipo não são feitos para entendermos a história e, sim, apreciarmos os momentos da série. o entendimento do enredo serve apenas para sentir o mesmo que os personagens, que tornam-se um tanto manipuladores a ponto de fazer-nos chorar.

Como esperado de um shoujo, sua temática é simples em todos os aspectos. E isso é ótimo, para deixar de lado presunções exageradas de enredo que temos na maioria dos animes atuais. A preparação técnica do anime que me surpreendeu. Principalmente em questões dos desenhos, muito fiéis a todo o mangá e com uma movimentação muito atraente. Aquele cenário realmente bonito, tendo temas de abertura e encerramento que, além de combinarem totalmente com a singularidade dos conceitos de Karuho Shiina, são aprazíveis, soam proeminentemente em nossos ouvidos. Apesar de eu não saber se o timing das músicas que é desfavorecedor ou o ‘formato’ do anime teve que ser diferente.

Enfim… Sawako tem a partir de então uma vida rodeada de novas pessoas. Muitas das quais têm inveja dela por estar sempre com Kazehaya, como Kurumi, a garota que estuda com Shota desde o ensino fundamental e gosta dele desde sempre. Porém, ela nunca contou a ninguém e fez com que todas garotas se afastassem dele, provavelmente a mais manipuladora da série. Talvez seu poder de persuasão só perca para Ayane, que é aquela garota um tanto temperamental, gosta de usar muita maquiagem, pega os garotos mais velhos mas é muito perspicaz e gentil, ao mesmo tempo. Ela, junto de Chizuru, unem-se à Kazehaya para ajudarem Sawako a enturmar-se, sentando perto dela na sala de aula. Enquanto isso, também contamos com Sanada Ryu, o garoto que convive com Chizuru desde a infância e gosta dela, sem ter nunca revelado também. E ele  senta atrás de Sawako, sendo o único garoto com exceção de Kazehaya que não tem medo dela e, quando abre a boca, conversa com normalmente com Sawako. Além disso, há outros dois personagens essenciais para entrar no mundo de Kimi ni Todoke, e são Kento Miura e Arai Pin. Kento é um garoto que entrou só na segunda temporada e virou uma espécie de “antagonista”, assim como Kurumi foi na primeira temporada. Não que suas intenções tenham sido ruins, mas, enfim… E Pin é o professor de todos. Aquele personagem engraçado e realmente extrovertido, que é convencido e se acha bonitão, mas é bem baka a às vezes consegue transmitir lições de moral bem convexas.

Simploriedade complexa romântica

Assim que surgem as convicções mais interessantes em Kimi ni Todoke: tudo sobre seus personagens. Além de um sentimento singular e filosoficamente avançado por parte de Karuho Shiina, autor da obra. Somos levados a experimentar vários tipos de sentimentos, que são representados cada qual por algum personagem. É verdade que os personagens em Kimi ni Todoke são padrões, não muito diferente de shoujos por aí, e animes em geral. Porém, até mesmo um rapaz “perfeito” como Kazehaya sente raiva, inveja, ciúmes, e várias outras sensações.

Ainda que todo o tipo de sentimentos envolva os personagens, é interessante evidenciar como isso mexe conosco. Lidamos, dessa forma, com emoções opostas, uma vez que a felicidade de Sawako pode causar aflição nossa. A prepotência de Kurumi faz sentirmos raiva. As lágrimas de Sawako nos dão alívio… O sorriso de Kazehaya, porém, sempre faz-nos sorrir.

Bem, não podemos deixar de falar da singela psique de Kuronuma. Uma protagonista que, apesar não ser a que todos gostam por parecer enjoativa e chatinha, cumpre prontamente seu papel, suas reflexões são ótimas. Seus pontos de vista são os mais perplexos possíveis, causando a nós uma sensação de que seria impossível alguém ser tão gentil, pensar tanto em pequenos detalhes. Como eu disse, o anime não tem a proposta de cumprir com seus conflitos de um modo corretamente sensato, mas usar dos conflitos para passar a mensagem. É tudo uma questão de intenção. Sawako, na verdade, está em um patamar de pensamentos totalmente diferente de todo o mundo, não digo que esteja abaixo e nem acima de ninguém. Afinal, ela não sofre de autismo ou nenhuma abstinência de solidão, ela apenas foi evitada por muito tempo pelas pessoas ao seu redor. Mas o modo como ela lida com todos já é diferenciado, visto que ela não vê as pessoas que a rejeitam como más ou importunas, apenas acha que erra sempre ao ser anti social. E tudo gira em torna de sua ingenuidade, o que a torna realmente especial, mesmo que chatinha às vezes.

De tanto ouvir os pensamentos de Sawako, com sua voz pasma e moe, é possível ficar enjoado da personagem. Mas 39 episódios compilados de diferentes situações é um número razoável para manter o equilíbrio entre o tamanho da história e não se encher da série.

Os valores sociais, amorosos, familiares e de amizade tratados em Kimi ni Todoke são simples para um shoujo. E que, se pararmos para pensar, são os melhores para se tratar sobre, os que mais têm convicção. Coincidentemente, eu estava lendo um artigo ontem que falava sobre sexo nos animes/mangás. O que já se transformou em uma discussão sobre as diferenças de retratação de temas sérios em shoujo, seinen, shounen e josei. Podemos ver, claramente, que Kimi ni Todoke não aproxima-nos do sexo que posteriormente envolverá Sawako e Kazehaya, e todos os assuntos e valores tratados no anime de algum modos são levados pelo romance. Ou seja, não são coisas complexas como as tratadas em um josei ou seinen. Ainda que as emoções dos personagens e o exagero de feeling seja algo superficial, é essa imaginação que traz toda a graça da obra. Não é preciso ser criança para se interessar por algo assim, certo?

Com tudo isso, não quero desmerecer ou positivar nenhum tipo de obra. Apenas evidenciar o seguinte sobre Kimi ni Todoke: Sawako é uma garota bonita, amável, querida, gentil, ingênua, faz tudo pelos outros achando que está sendo inconveniente, e no fundo não entende nada do que os outros falam, nem mesmo compreende a sim mesma por completo. Apesar disso, ela tem pensamentos negativos, às vezes pode ser egoísta e ficar abalada com as pessoas. Ainda que ela tenha uma personalidade leviana, visto que não existe uma pessoa tão boazinha e ingênua como ela, é só uma representação exagerada de conceitos que Kimi ni Todoke pretende explorar.

É com essa índole totalmente instável de Sawako que criamos uma aflição vendo Kimi ni Todoke. Primeiro Kurumi, a personagem que adora Kazehaya praticamente desde que o conheceu, faz de tudo para afastar todos, inclusive Sawako, de perto do seu amado. Por isso, ela acaba sendo realmente irritante, estraga vários dos supostos bons momentos que teríamos na série. Enquanto que às vezes nos ajuda a dar um sermão em Sawako, porque a mesmice em seus pensamentos enjoa…

Só depois de ver todo o anime que percebi o significado por trás do nome da série. Kimi ni Todoke, Alcançando Você, no sentido de querer fazer parte da vida de uma pessoa. Apesar de o anime transmitir as mais variadas singelas mensagens, Sawako e Kazehaya passam o tempo todo lutando contra o medo, ciúmes, egoísmo, sem contar o modo como outros personagens interferem em sua relação. Cada dia que passa ele progridem ou decaem de alguma forma, sempre com o intuito de alcançar sua felicidade junto com o outro. O fato de eles não conseguirem ficar juntos, é que há negatividade em suas vidas, criada por seus sentimentos ruins como medo, ciúmes e egoísmo, que de alguma forma nasceram dos dois. Essa distância, provinda da não compreensão um do outro, é que gira todo o conceito de esforçar-se muito par atingir alguma coisa. Que, obviamente, este shoujo transformou em um romance colorido e ao mesmo tempo sombrio. Por trás de tudo, também é muito bem avaliada a creditação sobre amizade, onde Sawako e Kazehaya não conseguiriam ficar juntos se não fossem Ayane e Chizu. Além de outros dois personagens que, apesar de parecerem afastar o casal, trazem os valores que necessitam para entender um ao outro: Kurumi e Kento.

Apesar disso, vi primeiramente em Kento a introdução de um personagem para criar conflitos e fazer um ‘par’ para Kurumi. Não que eles formem um casal, mas são pessoas que criam as maiores desavenças em Kimi ni Todoke. Eles são opostos, mas de certa forma combinam. São os personagens com personalidades clichês em animes, que servem talvez como complemento para a série. Nada diferente de vários animes, além de não ser necessariamente um ponto negativo. O mesmo dá para dizer de Ryu, aquele personagem reservado, que não fala muito. E, para finalizar, temos aquele personagem engraçado que serviria apenas para trazer boas ou pequenas risadas, o Pin. E ele tem, certamente, um papel fundamental para aproximar Kuronuma de Kazehaya. Seus valores são ótimos e sensatos, ao mesmo tempo que aparenta não entender nada de amor.

 

Bem, dentre todos os personagens, o que mais vale fazer uma avaliação é o primeiro namorado de Sawako. Mesmo que Kuronuma também tenha um jeito interessante de averiguar, Kazehaya é o personagem de shoujo mais humano que já tive o prazer de ‘conhecer’. Às vezes ele fala sem pensar no que os outros sentem. Às vezes ele sente o que os outros sentem. Às vezes ele é egocêntrico e possessivo, só vendo uma linha reta que condiz com suas vontades. Às vezes faz de tudo para ajudar os outros e vê todos como pessoas. Às vezes sente inveja, raiva, ciúmes, vergonha, desespero, seu temperamento sobe… Mas, às vezes, seu sorriso é o que rouba a cena. Sua expressão sempre feliz, muitas vezes escondendo seus sentimentos, faz com que Kazehaya use uma máscara para que todos o vejam como uma pessoa agradável, ao mesmo tempo que realmente quer ser amigável com os outros. Não pensa em ser inconveniente e geralmente percebe quando o é. Ou seja, ele pode fazer de tudo, até coisas ruins, para poder fazer Sawako feliz. Mas estará tentando fazê-la feliz, com certeza. E esse caráter de Kazehaya pode ser definido com várias palavras de Sawako, mas achei ‘trechos’ do anime que ficam ótimos para fazer isso:

Kazehaya-kun… Toda minha vida, tudo o que ouvi dos outros foi “desculpe-me”. Mas, quando você sorriu para mim e disse “obrigado” pela primeira vez, naquele dia, fiquei mais feliz que nunca… Foi como se meu mundo tivesse passado a ter cor. Sozinho, você mudou minha vida inteira. Obrigada por sorrir. Obrigada por conversar comigo. Obrigada por ser gentil. Obrigada por me ensinar a sentir tanta coisa. Suki nano.

Sawako pode ter exagerado um pouco, e pode ser que às vezes ele também seja um pouco superficial… Mas sua essência está transmitida nesse pequeno ‘parágrafo’ que Sawako nos concebeu.

Por fim, Kimi ni Todoke é um shoujo, uma comédia romântica e um slice of life, ou seja, não são todos que vão gostar de sua temática de andamento e de significado. Mas tem personagens secundários que são atraentes e, ao meu ver, mais interessantes até que os principais, vide a tsundere Yoshida Chizuru. Sim, ela é tão burrinha quanto Sawako, mas muito agressiva e não entende quase nada que os outros falam. Age muito por seus instintos e pode ficar aborrecida por qualquer coisa, ao mesmo tempo que também chora por qualquer coisa. Quando um personagem forte mostra suas fraquezas, principalmente as mais amargas e que revelam-se com tudo em certo momento, o anime/mangá fica muito genuíno. Os gráficos chibi são usados para mostrar sua personalidade na maior parte do anime. Na verdade, é um recurso bem aplicado em todos personagens!

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5 comentários

  1. Caio-dono disse:

    LoL este anime é muito bom, so uma coisa fico faltando nele é o Beijo ^-^, se pelo menos tivesse so 1 beijo eu ja estava feliz mais nem isso teve Ô.o.Mais mesmo assim é um anime muito bom tem muitas rizadas, intrigas, paixão e muitas revelações que eu simplesmente adorei s2, recomendadíssimo Kimi ni Todoke …

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    • Pois é, todos ficam intrigados por esse fato do beijo. xD.
      Mas a proposta do anime é bem essa, ter simplicidade, se o ‘romance’ em si fosse criado entre Sawako e Kazehaya ficaria até superficial. Principalmente porque, ao menos no anime, eu não consigo imaginar Sawako beijando alguém, ela é muito moe… E no geral é isso, as risadas, intrigas, paixões e revelações são realmente interessantes, por isso Kimi ni Todoke causa ‘debates’, ‘discussões’ e entusiasmo em assisti-lo.

      Responder
      • RennanNT disse:

        Acredito que haverá mais uma temporada incluindo o beijo.
        A segunda temporada acabou muito próximo de onde estava o manga e por isso é preciso esperar por mais material para o anime. Acredito que vai levar mais um ano (apenas um chute baseado no quão pouco afrente o manga está).
        —spoiler—
        No manga, o beijo acabou de acontecer (capitulo 71) – o ritmo dos dois é bem lento mesmo, fazer o q..- O anime é muito fiel ao manga, então quem quiser conferir, leia. Mas aviso, que esse arco pré-beijo foi bem chatinho (ao menos para mim), apesar de ter algumas coisas legais..

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        • caetanosanguine

          Hum! É, faz sentido! Tanto para nós quanto para quem o faz será ótima uma terceira temporada, vide o grande sucesso da franquia. Se vai acontecer mesmo não tenho certeza, mas o Production I.G., até onde sei, procura ter o máximo de fidelidade com suas adaptações. Quem sabe em algum lugar por aí já não hajam maiores rumores sobre uma terceira temporada? Esperemos pelo conteúdo, então…

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